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Como calcular o ROI da gestão de riscos climáticos

Mateus Lima
Mateus Lima

CEO

5 min de leitura
Como calcular o ROI da gestão de riscos climáticos

ROI de gestão de riscos climáticos não se calcula como ROI de marketing. Aqui o ponto não é impressionar. É separar custo evitado de achismo.

A pergunta certa é simples: quanto custa não ter inteligência climática na operação? A resposta nasce de três blocos. O que já aconteceu. O que pode acontecer. O que foi evitado porque alguém decidiu antes.

O que entra na conta do ROI da gestão de riscos climáticos? 

1. Custo do passado: horas paradas, demurrage, multas, reparos, prêmio de seguro reajustado depois do sinistro.

2. Probabilidade futura: frequência esperada de cada perigo nas coordenadas do ativo.

3. Custo evitado: perda que deixou de acontecer porque a operação recebeu alerta cedo o suficiente para agir.

Onde a conta costuma dar errado

O erro mais comum é olhar só para horas paradas. Isso subestima o problema. Em porto, o prejuízo também aparece na janela perdida. Em energia, aparece na geração que não veio. Em mineração, aparece na água que faltou para manter processo e produção.

Outro erro é usar dado regional para decisão local. A cidade pode estar sob um alerta genérico. O ativo, não. Sem coordenada exata, o ROI fica inflado ou subestimado.

Como calcular de forma prática

1. Liste os eventos climáticos dos últimos 3 a 5 anos que realmente afetaram a operação.

2. Some custo horário, demurrage, reparo, perda de produção e efeito no seguro.

3. Estime o risco futuro com base em 10 a 20 anos de reanálise histórica no ponto do ativo.

4. Compare esse custo com o valor da solução e com o que foi evitado após o uso do dado.

O que um bom ROI da gestão de riscos climáticos mostra

Um bom ROI não serve para decorar slide. Serve para decidir investimento, priorizar ativo e mostrar onde a empresa perde mais quando reage tarde demais.

Os casos documentados mostram isso com clareza: Santos Brasil reduziu espera de navios de 7 para 3 dias, Puerto Mejillones alcançou ROI de 20:1 e Capstone relatou custo evitado na casa dos sete dígitos anuais. O ponto não é copiar o número. É entender o método.

Se a operação não consegue medir o custo do atraso, também não consegue medir o retorno da antecipação.

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